terça-feira, 23 de julho de 2013

Gestão de tecnologias na escola

ALMEIDA, M. Gestão de tecnologias na escola. Série “Tecnologia e Educação: Novos tempos, outros rumos” - Programa Salto para o Futuro, Setembro, 2002.
Resumo:
        A autora descreve a iniciação das TIC na educação; na informatização das atividades administrativas, visando agilizar o controle e a gestão técnica. No entanto, ressalta a falta de integração no âmbito pedagógico. As TIC eram usadas como propostas de trabalho extraclasse, com atividades adicionais. Apresenta que no decorrer desse processo percebeu-se que o uso das TIC poderia ir mais além, principalmente com o acesso à internet, que contribui para promover essa interação entre administrativo, pedagógico e comunidade.      Coloca a importância da formação continuada, do emprego de todos os recursos disponíveis, inclusive as TIC que podem ser incorporadas na escola, o que permite uma interação com professores, alunos, pais e comunidade escolar na construção de seus próprios conhecimentos, ultrapassando os muros da escola e contribuindo para uma educação de qualidade.
Citações:
“As tecnologias de informação e comunicação foram inicialmente introduzidas na educação para informatizar as atividades administrativas, visando agilizar o controle e a gestão técnica, principalmente no que se refere à oferta e à demanda de vagas e a vida escolar do aluno.” (p.1).
[...] “o acesso à Internet (2), contribui para expandir o acesso à informação atualizada e, principalmente, para promover a criação de comunidades colaborativas que privilegiam a comunicação; permitem estabelecer novas relações com o saber que ultrapassam os limites dos materiais instrucionais tradicionais e rompem com os muros da escola.” [...] (p. 1).
 “Não se pode esperar que as TIC funcionem como catalisadores dessa mudança, uma vez que não basta o rápido acesso a informações atualizadas continuamente, nem a simples adoção de novos métodos e estratégias de ensino ou de gestão.”[...] (p.2)
 [...] “O fator primordial para a criação de comunidades e culturas colaborativas de aprendizagem, intercâmbio e colaboração é a qualidade da interação, quer presencial ou a distância, cuja criação poderá viabilizar-se a partir da formação continuada e em serviço do educador.”[...] (p. 2)
 “Assim, as TIC podem ser incorporadas na escola como suporte para: a comunicação entre os educadores da escola, pais, especialistas, membros da comunidade e de outras organizações.” [...] (p. 3).
Comentários:

     Acredito que a inserção das TIC nas escolas avança numa perspectiva de uma educação colaborativa, facilitadora e de qualidade. Nesse sentido se faz necessário que haja uma formação continuada dos educadores, para que se alcance a interação desejada entre professores, alunos, pais e comunidade externa. 

terça-feira, 2 de julho de 2013

Funções e papeis da tecnologia

VIEIRA, A. Gestão Escolar e Tecnologias. Funções e papeis da tecnologia. São Paulo, PUC-SP,2004.
Resumo:
O autor coloca os benefícios que a tecnologia traz ao trabalho pedagógico com o aluno. Enumera várias atividades, estratégias onde a tecnologia poderá ser útil. Mas, ressalta a necessidade do domínio nessa ferramenta por parte dos professores, para que o trabalho seja desenvolvido de forma satisfatória na sala de aula.
Apresenta a importância de a gestão escolar usar as tecnologias como aliado de toda equipe da direção. No decorrer do texto exemplifica algumas situações de uso das tecnologias, como armazenar dados e informações sobre os alunos de forma positiva e facilitadora do trabalho pedagógico, mas, que não deve se ater apenas a eles. Que o uso de dados e informações seja algo a mais que possa ajudar esse aluno a um aprendizado significativo.  Coloca em relevância a capacidade de pensar, racionar do ser humano trazendo o uso dessas tecnologias ao seu favor.



Citações:
   “Sabemos dos vários benefícios que a tecnologia pode gerar no trabalho pedagógico com o aluno, seja em atividades de programação de rotinas e processos; como de organização, registro, acesso, manipulação e apresentação de informações com aplicativos [...]” (p. 1).
    “Sabemos também que esse trabalho só se concretiza quando o professor domina os conceitos e as práticas relacionadas com a tecnologia, transpondo-os para o seu trabalho pedagógico e aplicando-os no cotidiano da sala de aula”. (p.1)
   “Conhecimento não é dado nem informação, embora ambos estejam relacionados. A confusão entre dado, informação e conhecimento gera enormes gastos de tempo e dinheiro em projetos que nem sempre são adequados para certa instituição”. (p. 1)
    “Computadores podem ser grandes aliados dos gestores na transformação de dados em informações. No entanto, raramente podem ajudá-los no que se refere ao contexto que permite dar um sentido aos dados” [...] (p. 3).
 “O conhecimento tem caráter humano e é mais amplo, mais profundo e bem mais rico do que os dados e as informações. Quando nos referimos a indivíduos, podemos falar que são esclarecidos, informados e que têm conhecimentos sobre um determinado assunto, o mesmo não se pode dizer de manuais e livros. Esses últimos podem estar repletos de informações, mas não de conhecimentos, ou seja, para produzir conhecimento é necessário que haja mente(s) que trabalhe(m). [...]”. (p.3)
“[...] A capacidade de transformar informação em conhecimento não pode ser realizada por uma máquina, sem a interferência da mente humana, isto é, tal capacidade é exclusivamente humana”. [...] (p. 4)
Análise crítica:

Para o autor as tecnologias na escola são benéficas e favorece o trabalho pedagógico com o aluno. A gestão escolar não pode esquecer que somente máquinas, não soluciona o problema, é necessária a formação da equipe de direção e coordenação, proporcionando condições e motivando o grupo de professores a desenvolver um trabalho de qualidade frente a essa tecnologia.